Guerreiro(a), se você sonha em ser PRF, já deve ter ouvido falar da famosa “fronteira”. Mas será que quem entra na PRF está condenado a passar o resto da vida por lá? É possível pedir para trabalhar perto de casa? Existe algum caminho para sair de uma cidade distante e voltar para a sua região de origem?
Você vai entender como funciona o sistema de remoção interna da Polícia Rodoviária Federal, para solicitar movimentação para outra localidade, delegacia ou estado.

O que é remoção na PRF?
Ao ser aprovado no concurso PRF, a primeira lotação normalmente ocorre em locais estratégicos de fronteira ou em cidades com difícil fixação de servidores. Esse direcionamento já vem previsto no edital.
Quem entra agora na PRF, geralmente assume postos nos extremos do país e só depois poderá disputar uma vaga em locais mais desejados. O concurso de remoção PRF é justamente o processo que permite aos servidores da PRF mudarem de local de trabalho dentro da própria instituição.
A remoção ocorre principalmente através do SISNAR PRF (Sistema Nacional de Remoções no âmbito da Polícia Rodoviária Federal), que é um processo seletivo interno onde os PRFs concorrem a vagas disponíveis com base em pontuação e critérios estabelecidos em edital. Novas lotações de novos servidores da PRF ocorrem em vagas remanescentes após o processo de remoção dos policiais já ativos.
Como funciona o concurso de remoção PRF?
A cada novo concurso PRF e ingresso de novos policiais na instituição, a Polícia Rodoviária Federal realiza internamente um concurso de remoção. Nele, os servidores que já estão na ativa podem se candidatar para trocar de localidade, disputando uma das vagas abertas em outras unidades da PRF pelo Brasil.
Mas essa movimentação não é aleatória: há um sistema de pontuação acumulada que define quem tem mais prioridade para ser removido.
Recentemente, a nova Instrução Normativa nº 118 de 2023 atualizou as diretrizes para a Política de Lotação e Movimentação de Pessoal (PLMP) e consolidou o SISNAR PRF como principal ferramenta para policiais que buscam novas lotações.
A publicação da Instrução Normativa (IN) nº 118 trouxe maior clareza sobre como os PRFs podem se movimentar entre delegacias e estados, além de instituir oficialmente o SISNAR.
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SISNAR PRF
De acordo com o novo regulamento de 2023, o SISNAR PRF passa a ser executado anualmente, independentemente da entrada de novos concursados. Este sistema é o mais comum para o PRF que deseja retornar à sua cidade natal ou estado de origem, ou até mesmo trabalhar em outra delegacia.
Todos os servidores da PRF terão acesso ao edital do processo de remoção PRF que deverá ter:
I – o cronograma;
II – as vedações;
III – o período de inscrição e sua alteração;
IV – o prazo para desistência;
V – os critérios de pontuação e classificação;
VI – os saldos de vagas;
VII – a forma de funcionamento; e
VIII – a data de efetivação das remoções
A pontuação é fundamental. Policiais mais antigos ou que ocupam lotações com maior dificuldade de fixação costumam ter prioridade. A pontuação e classificação dos PRFs no SISNAR é baseada em indicadores objetivos:
- Tempo de Lotação (TL): Contado em dias na unidade da federação atual.
- Tempo de Efetivo Exercício (TC): Tempo total de cargo na PRF.
O sistema é simples: cada dia trabalhado na sua unidade atual e cada dia trabalhado na PRF vale pontos.
No momento da inscrição, o PRF indica sua pretensão de remoção, podendo escolher, por ordem de preferência e limitado a 5 unidades distintas de lotação, uma ou mais unidades organizacionais. O servidor deverá indicar como opção unidades onde realmente tenha intenção de ser removido, e não necessariamente cinco opções de lotação, ressalta o edital.
O edital, normalmente, traz ainda que o PRF poderá se inscrever em quaisquer unidades, mesmo aquelas em que não há vagas descritas. Entretanto, o remanejamento ficará condicionado à saída de servidores das respectivas unidades.
Uma regra crucial confirmada pela IN é a realização de processos seletivos de remoção antes da nomeação de novos servidores que foram aprovados no concurso PRF, garantindo que os veteranos tenham prioridade na escolha de vagas antes que os recém-formados ocupem as posições remanescentes.

(Foto: Reprodução)
Expectativa vs. Realidade
Apesar de editais anteriores do concurso PRF mencionarem a permanência preferencial de três anos na primeira lotação, a prática e a nova norma mostram flexibilidade.
Conforme destacado pelo Gabriel Serpa, nas redes sociais do Profissão Policial Concursos, esse prazo não é uma regra absoluta.
“Existem casos de policiais que conseguiram remoção em poucos meses através de processos internos ou necessidades específicas da administração. Já vi colegas PRFs serem removidos com 3 meses na primeira lotação”, pontua.
O especialista ressalta que, embora a PRF não possa obrigar um policial a mudar de estado contra sua vontade (diferente das Forças Armadas), a mobilidade é uma característica forte da carreira.
A PRF conta com um “Caça Talentos” — recrutamento interno para áreas especializadas como licitações, TI ou comunicação — e dessa forma também surge como uma oportunidade de remoção rápida para quem possui formações específicas.
Acompanhamento de cônjuge
Muitos de vocês, concurseiros policiais, nos questionam sobre o acompanhamento de cônjuge ou companheiro nesse processo do SISNAR PRF. Ela serve para evitar que um casal de policiais rodoviários federais acabe separado geograficamente quando um deles consegue ser removido pelo SISNAR.
Se você e seu cônjuge são policiais e um de vocês é contemplado com uma vaga no SISNAR PRF (conseguiu a pontuação para ir para outro estado, por exemplo), o outro tem o direito de ir junto para a mesma Unidade de lotação. Isso garante a unidade familiar.
A norma proíbe que os dois se inscrevam no mesmo processo seletivo para tentar a sorte. O casal decide quem tem a melhor pontuação (mais tempo de casa, por exemplo). Apenas esse se inscreve no SISNAR.
Se esse servidor conseguir a vaga, o cônjuge pega carona. Essa regra existe para evitar que um casal ocupe duas vagas concorridas no sistema, sendo que, legalmente, apenas uma vaga ocupada já seria suficiente para levar os dois para a mesma cidade.
Como a remoção é a pedido (você que quis acompanhar o cônjuge), a PRF não paga ajuda de custo, passagens ou transporte e a mudança corre financeiramente por conta de vocês.
Embora seja um direito para manter a família unida, o termo “a critério da Administração” significa que a PRF vai organizar para onde exatamente esse cônjuge vai dentro da nova sede, garantindo que haja vaga ou necessidade de serviço ali.
Quer saber mais sobre Remoção PRF?
Curte esse tipo de conteúdo e quer ouvir o Gabriel Serpa sobre remoção PRF? Então, vale a pena conferir o nosso vídeo no canal do Profissão Policial Concurso no YouTube.
Nele, o Gabriel Serpa fala sobre o SISNAR PRF, compartilha experiências do dia a dia na fronteira, fala sobre como se preparou para o concurso e dá dicas para quem está nessa jornada rumo ao distintivo. Confira o vídeo abaixo!
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Resumo do concurso PRF
- Situação: vagas solicitadas
- Banca: a definir
- Cargo: Policial Rodoviário Federal
- Vagas: 263 (solicitadas)
- Escolaridade: nível superior
- Salário: R$ 12.253,84
- Edital 2021
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